USS Nimitz e a Operação Southern Seas 2026
A chegada do USS Nimitz (CVN-68), um dos mais imponentes porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos, está programada para o dia 7 de maio e representa um marco significativo na colaboração naval entre Brasil e EUA. A Operação Southern Seas 2026, que ocorrerá entre os dias 11 e 14 de maio no Rio de Janeiro, contará com a presença de navios, helicópteros e um submarino brasileiro, embora não inclua aeronaves de caça da Marinha do Brasil.
Este exercício acontece em um contexto de tensões diplomáticas entre os governos brasileiro e americano. Recentemente, um delegado da Polícia Federal, que atuava como ligação no país, foi expulso dos Estados Unidos sob suspeita de manipulação do sistema de imigração para facilitar a deportação do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Marcelo Ivo de Carvalho estava em uma missão oficial de cooperação internacional e atuava como oficial de ligação com a agência de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA, o ICE.
Como resposta, um agente do governo americano teve suas credenciais revogadas pela Polícia Federal e deixou o Brasil. Michael Myers, que estava vinculado ao Homeland Security Investigations (HSI), monitorava atividades do grupo terrorista Hezbollah no território brasileiro.
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Detalhes da Operação Militar
Conforme informações da Agência Marinha de Notícias e da Marinha do Brasil, o Brasil irá participar da operação com as fragatas Independência (F-44) e Defensora (F-41), além do submarino Tikuna (S-34) e dois helicópteros AH-11B Super Lynx. As atividades programadas incluem um exercício conhecido como PASSEX (passing exercise), que visa a integração entre as forças navais, e também a realização de intercâmbios técnicos e institucionais.
A Operação Southern Seas é coordenada pelo U.S. Naval Forces Southern Command e pela U.S. Fourth Fleet, e acontece anualmente desde 2007, envolvendo cerca de dez países da América Latina na edição de 2026. O principal objetivo é aumentar a interoperabilidade, fortalecer as parcerias marítimas e elevar o nível de treinamento conjunto das marinhas da região.
USS Nimitz: A Potência Naval
O USS Nimitz, que foi comissionado em 1975, é reconhecido como o porta-aviões nuclear mais antigo ainda ativo no mundo e lidera uma das classes mais significativas de navios da Marinha dos EUA. Sua presença no Brasil é notável, não apenas pela sua magnitude, mas também pela habilidade de operar uma ala aérea embarcada de alto desempenho.
No entanto, a natureza do exercício deste ano será diferente das edições anteriores da Southern Seas. Em anos anteriores, a colaboração incluía a operação de aeronaves de caça brasileiras ao lado de jatos embarcados norte-americanos, como os F/A-18 Super Hornet e F-35C. Neste exercício, a participação brasileira estará restrita a meios de superfície, submarinos e helicópteros.
Foco em Operações Navais Combinadas
Com a ausência de aviões de asa fixa, o foco do treinamento será em operações navais combinadas, guerra antissubmarino, coordenação marítima e integração aeronaval com helicópteros. A inclusão do submarino Tikuna, por exemplo, aumenta a complexidade dos exercícios, permitindo simulações de detecção e resposta a ameaças submersas.
Além de reforçar a cooperação entre a Marinha do Brasil e a Marinha dos EUA, a operação contribui para o aprimoramento da coordenação tática no Atlântico Sul e solidifica a posição do Brasil como um parceiro crucial na agenda marítima regional. A realização da Southern Seas 2026 também coincide com um momento de transição para a esquadra brasileira, que avança em programas de modernização, incluindo a incorporação das fragatas da classe Tamandaré, enquanto mantém em operação meios tradicionais em diferentes áreas.
