O Papel do Exército na Operação Catrimani II
A Operação Catrimani II, que conta com a presença constante do Exército Brasileiro, tem registrado avanços significativos em Roraima. Desde o início das operações em março de 2024, as ações realizadas pelo Comando Operacional Conjunto têm gerado um impacto econômico estimado em R$ 645,3 milhões às estruturas criminosas envolvidas na mineração ilegal na terra indígena Yanomami. Esse valor, calculado até 21 de janeiro de 2026, inclui os danos resultantes das operações das Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências que atuam no estado.
Esse prejuízo, no entanto, abrange apenas os bens apreendidos ou destruídos, como aeronaves, embarcações, motores e geradores, sem considerar o impacto econômico decorrente da interrupção das atividades ilegais. Além disso, as operações promovem uma proteção inestimável às comunidades indígenas que habitam a região, que têm sofrido os efeitos devastadores do garimpo ilegal, tanto sociais quanto sanitários e culturais, além de contribuir para a preservação da Amazônia, que estava sendo severamente desmatada e contaminada por mercúrio.
Desarticulando Redes Criminosas
O papel das tropas do Exército, junto com as Forças Armadas, é fundamental para a desarticulação das redes criminosas que operam na terra indígena. As operações incluem a interdição de pistas de pouso clandestinas, a inutilização de dragas e outros equipamentos utilizados na mineração, e o bloqueio de rotas de abastecimento fluviais empregadas pelos garimpeiros. Até o momento, foram contabilizadas cerca de 9 mil ações, resultando em 328 prisões e na destruição de 778 acampamentos clandestinos e 78 pistas de pouso ilegais.
Além disso, as ações resultaram na apreensão de 232 kg de mercúrio e 236 mil litros de óleo diesel, que eram usados nas atividades ilegais. Essas medidas não apenas afetam as operações criminosas, mas também visam proteger o meio ambiente e as comunidades locais.
Apoio às Comunidades Indígenas
A Operação Catrimani II também tem se preocupado em oferecer suporte ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) em suas ações de reformulação das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI). Entre as iniciativas, destacam-se a entrega de telhas, placas fotovoltaicas e insumos necessários para a melhoria das infraestruturas de saúde, buscando garantir a continuidade e a qualidade dos serviços destinados às comunidades indígenas.
Principais Operações de 2025
Em 2025, diversas operações foram realizadas com êxito. A Operação Tormenta I, por exemplo, ocorreu em abril e focou na área de “Rangel”, resultando na neutralização de pistas de pouso clandestinas e na detenção de seis suspeitos durante ações que envolveram cerca de 70 horas de voo, com o apoio das três Forças Armadas e do Centro de Coordenação de Operações.
Entre julho e agosto, as operações Flecha Noturna IV e Urihi intensificaram o combate às rotas aéreas do garimpo ilegal, resultando na destruição de acampamentos e na inutilização de pistas clandestinas, como a “Espadim”, considerada estratégica para as atividades ilícitas. A Operação Legionário também trouxe resultados positivos, com a interdição de três pistas e a apreensão de diversos materiais relacionados ao garimpo.
Compromisso com a Legalidade
A Operação Catrimani II representa um esforço coletivo entre órgãos de segurança pública, agências e as Forças Armadas, sob a coordenação da Casa de Governo em Roraima. A operação, estabelecida pela Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, busca combater de forma preventiva e repressiva o garimpo ilegal e outros crimes ambientais na terra indígena Yanomami. A contribuição do Exército Brasileiro tem sido essencial para a eficácia das ações, promovendo resultados significativos no enfrentamento das atividades ilícitas na região.
