Investigações Revelam Esquema de garimpo ilegal
O empresário Fabrício de Souza Almeida, que é sobrinho do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, tornou-se réu na Justiça Federal por supostamente liderar um esquema de garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami. Conforme informações da Polícia Federal, o grupo operou entre 2017 e 2021, gerando um fluxo financeiro ilícito que ultrapassou R$ 64 milhões, envolvendo atividades de garimpo e lavagem de dinheiro.
A investigação revelou que Fabrício era responsável por diversas operações, que incluíam a compra de maquinário pesado, a distribuição de combustível para os garimpos e a contratação de pilotos para abastecer as áreas de extração ilegal. Esses detalhes, segundo a PF, mostram a complexidade do esquema e a atuação organizada do grupo.
Um episódio marcante ocorreu em agosto de 2020, quando, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal em Boa Vista, Fabrício tentou utilizar sua relação com o ex-governador como forma de se desvincular da fiscalização, afirmando ser “sobrinho do governador”. No entanto, essa tática não impediu que a investigação avançasse, resultando em sua acusação formal.
Estratégias de Ocultação e Denúncias
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Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o esquema não se limitava apenas ao garimpo, mas também incluía a utilização de empresas de fachada. Um dos negócios relacionados a Fabrício teria movimentado mais de R$ 11 milhões sem qualquer estrutura operacional ou funcionais registradas. “Para ocultar a origem do dinheiro, eles realizavam transferências sucessivas entre suas próprias contas”, revelou o MPF.
Além de Fabrício, outras pessoas estão sendo processadas. A irmã de Denarium, Vanda Garcia de Almeida, e o esposo dela, Wellington de Oliveira Castro, também estão envolvidos nas acusações. Isso levanta questões sobre a extensão do esquema e as possíveis conexões familiares que podem ter favorecido essas atividades ilegais.
Respostas à Acusação
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Em uma declaração, Antonio Denarium se manifestou, negando qualquer responsabilidade sobre os atos de seus familiares que estão sendo investigados. “Não tenho gestão nem responsabilidade sobre atos de parentes que vivem em lares diferentes do meu. Se algum ilícito foi cometido por parte de alguns deles, devem ser responsabilizados nos termos da lei”, afirmou Denarium, deixando claro que não pretende se envolver nas questões legais que cercam as acusações contra Fabrício e outros familiares.
Esse caso, que envolve um sobrinho de um ex-governador, traz à tona questões delicadas sobre corrupção, exploração de recursos naturais e a proteção das terras indígenas. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de que novas informações possam surgir a qualquer momento.
