Oportunidade de Aprendizado e Conscientização
No último dia 8 de maio, a Escola Municipal de sustentabilidade, localizada no Bosque Zaninelli, organizou uma importante ação de conscientização voltada para a agroecologia. O evento reuniu cerca de 50 participantes entre agricultores, educadores, técnicos e representantes das comunidades guarani e kaingang. A atividade teve como foco a valorização do conhecimento ancestral na construção da soberania alimentar, uma questão vital para a segurança alimentar das populações.
Além de promover a troca de experiências, o encontro serviu como preparação para a Festa da Semente, que ocorrerá em 30 de maio, na cidade de Piên, a aproximadamente 90 quilômetros de Curitiba. Durante a festa, 28 eventos estão programados para este ano, onde serão comercializadas sementes nativas, incluindo variedades como milho, feijão, abóbora, gergelim e chia, todos fundamentais para a biodiversidade agrícola e a segurança alimentar.
Fortalecendo a Rede de Sementes Crioulas
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A atividade realizada na Escola Municipal de Sustentabilidade faz parte do esforço contínuo de uma colaboração que já existe há dez anos: a Rede de Sementes. Essa rede é composta por agricultores e entusiastas comprometidos em preservar as sementes crioulas, também conhecidas como sementes tradicionais, que são essenciais para o fortalecimento da cultura local e para a saúde das comunidades.
Ínes Pomodoro, uma das coordenadoras desse movimento, destacou os múltiplos benefícios das sementes para a saúde e a cultura. “Não se trata apenas de saúde. Manter o cultivo na mesma forma que nossos antepassados fazia é crucial para a preservação da nossa cultura regional”, afirmou Ínes, ressaltando a importância da continuidade dessas práticas agrícolas tradicionais.
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Práticas de Preservação e Compartilhamento de Conhecimento
Ao final do encontro, os participantes tiveram a oportunidade de aprender na prática. Eles foram convidados a separar e debulhar diferentes tipos de milho cultivados no Paraná, que serão distribuídos para aqueles que se comprometerem a se tornar guardiões das sementes crioulas. “Esse é um jeito de multiplicar o conhecimento e manter viva a tradição em nossa comunidade”, concluiu Ínes, enfatizando a importância do envolvimento coletivo na preservação da biodiversidade e na transmissão dos saberes ancestrais.
