Queda no desmatamento do Amazonas em 2026
O desmatamento no Amazonas apresentou uma redução de 27% entre janeiro e agosto de 2026, conforme dados recentes divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Nesse período, foram desmatados 394 km² de floresta, uma queda considerável em relação aos 538 km² registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
Estado segue entre os maiores desmatadores da Amazônia Legal
Apesar da retração, o Amazonas permanece na terceira posição do ranking de desmatadores na Amazônia Legal, atrás do Pará, que teve 624 km² desmatados, e de Mato Grosso, com 477 km². Juntos, esses três estados são responsáveis por 83% da área desmatada na região, evidenciando as pressões persistentes sobre o bioma.
O levantamento do Imazon destaca que, embora 63% das terras Indígenas na Amazônia Legal não tenham registrado desmatamento entre janeiro e agosto de 2026, algumas áreas localizadas no Amazonas e territórios compartilhados com estados vizinhos apresentaram desmatamento superior a 1 km².
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Terras indígenas e unidades de conservação sob ameaça
Duas terras indígenas do Amazonas registraram alertas de desmatamento acima de 1 km² no período: a Terra Indígena Andirá-Marau, situada na divisa entre Amazonas e Pará, com 1,23 km² desmatados, e a Terra Indígena Yanomami, localizada entre Amazonas e Roraima, com 1,21 km² derrubados.
Além disso, áreas protegidas no estado também sofreram desmatamento significativo. Três unidades de conservação da Amazônia Legal localizadas no Amazonas tiveram mais de 1 km² de floresta destruída:
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã: 1,69 km²;
- Floresta Nacional (Flona) de Tefé: 1,42 km²;
- Reserva Biológica (Rebio) do Manicoré: 1,17 km².
Cenário geral da Amazônia Legal e desafios futuros
Na Amazônia Legal, o total de desmatamento entre janeiro e agosto de 2026 atingiu 2.053 km², a segunda menor área para esse período desde 2018. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve um leve aumento de 2%, mas a redução alcançada em relação a 2022 é expressiva — 74% a menos, considerando que naquele ano foram desmatados 7.943 km².
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Os pesquisadores do Imazon interpretam esses números como um avanço importante na diminuição da destruição da floresta, mas alertam para a necessidade de intensificar a fiscalização, em especial nas áreas protegidas, para que o Brasil possa cumprir a meta de desmatamento zero até 2030.
Outro dado relevante é a queda na degradação florestal, que abrange danos por queimadas e extração ilegal de madeira. A área degradada na Amazônia Legal caiu de 2.744 km² para 779 km² nos primeiros oito meses de 2026, uma redução de 72%. Mesmo assim, o combate às queimadas permanece fundamental para a preservação do bioma.
