Festival X-Todas reúne diversidade cultural em seis cidades do Rio de Janeiro
Entre os dias 25 e 30 de agosto, a rede de Teatros Firjan SESI se transforma no palco do “X-Todas 2026”, festival que destaca a música, o teatro, o cinema, as oficinas, performances, vivências e debates em torno das memórias, saberes e trajetórias de mulheres negras e Indígenas. A programação se distribui em seis unidades localizadas em Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé e nas regiões do Centro e de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Temas de ancestralidade e resistência ganham espaço nas artes
Com o tema “Memórias que Insistem: Caminhos de Mulheres Negras e Indígenas”, o evento propõe um olhar sensível para a ancestralidade, o território, o pertencimento e a resistência por meio de diversas expressões artísticas. Entre os nomes confirmados, estão Sued Nunes, Kaê Guajajara, Juçara Marçal e Kiko Dinucci, além de encontros e atividades com Amanda Dias (Grana Preta) e Eliane Potiguara. Artistas e coletivos de diferentes regiões do estado também participam, ampliando o diálogo cultural.
Trajetória do X-Todas reafirma protagonismo feminino na cultura
O X-Todas tem origem no projeto X-Tudo Cultural, criado em 2010 para democratizar o acesso à cultura no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, o evento reuniu atrações de música, dança, artes plásticas, cinema e teatro, além de oficinas, palestras e workshops. A partir de 2023, passou a se chamar X-Todas, reforçando o foco nas trajetórias e no protagonismo das mulheres. Em 2026, o festival volta o olhar para as mulheres negras e indígenas, promovendo o diálogo entre diferentes formas de preservar e transmitir suas histórias.
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Cinema destaca memórias e espiritualidade feminina
Dentro da programação, a mostra de cinema “A Memória também sonha: Mulheres Negras e Indígenas em movimento” apresenta filmes dirigidos por mulheres negras e indígenas brasileiras, abordando temas como memória, território, ancestralidade, espiritualidade e permanência cultural. Entre os títulos selecionados, estão “Mar de Dentro” (2020), drama de Dainara Toffoli; “Teko Haxy – Ser Imperfeita” (2018), documentário de Sophia Pinheiro e Patrícia Ferreira; “Mãos de Barro” (2003), sobre a escultora Reinata Sadimba; e “Um Transe de Dez Milésimos de Segundo” (2021), vídeo-performance experimental da artista baiana Jamile Cazumbá.
Música, teatro e oficinas enriquecem a experiência cultural
A música ganha destaque com apresentações de Sued Nunes, cantora e compositora baiana conhecida pelo álbum “Travessia” e a música “Povoada”, que se apresenta em diferentes unidades da rede. Kaê Guajajara traz um show acústico que mistura canto ancestral, violão, percussão, piano e beatbox. No Rio, Juçara Marçal e Kiko Dinucci apresentam “Padê”, enquanto Katu Mirim e o grupo Moça Prosa também participam. Em Duque de Caxias, Ana Néri, artista local, apresenta “Marrom em Mim”, revisitando sucessos de Alcione.
As artes cênicas marcam presença com os espetáculos “Alàfia”, de Valéria Monã, e “Pega no Laço”, de Lian Gaia, que abordam memória, ancestralidade e resistência das mulheres negras e indígenas. Em Jacarepaguá e no Centro, o público poderá assistir a “Jaity Muro”, com Kuña Poty Rajegua e Júnia Pereira.
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Oficinas e vivências promovem participação direta do público
Além dos palcos, o festival oferece oficinas de bordado, escrita criativa, escultura em argila, dança afro e grafismo, além de vivências e performances que convidam o público a se envolver diretamente com as experiências propostas. Entre as atividades destaca-se a oficina “Escrita Criativa e Memória Feminina”, conduzida pela escritora, educadora e ativista indígena Eliane Potiguara.
A programação inclui atrações gratuitas e eventos com ingressos populares, custando R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Os ingressos podem ser adquiridos nas bilheterias ou pela plataforma Sympla.
