Uma Iniciativa do Governo para Promover a Autonomia e Segurança Alimentar dos Yanomami
O Governo Federal deu um passo significativo, nesta segunda-feira, dia 2, com a inauguração da primeira unidade de soberania alimentar na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Esta unidade está situada na comunidade de Sikamabiu, na região do Baixo Mucajaí, e faz parte de um conjunto de ações que visam a recuperação ambiental e o fortalecimento da segurança alimentar, especialmente após a retirada do garimpo ilegal da área.
Essa iniciativa integra um projeto mais amplo que busca restaurar a autonomia produtiva das comunidades yanomami, respeitando seus modos de vida tradicionais e incentivando o uso sustentável do território. As unidades de soberania alimentar são projetadas para combinar a produção de alimentos com a recuperação de áreas degradadas, além de oferecer capacitação aos moradores locais.
Durante a cerimônia de inauguração, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou a importância dessa ação. “Estamos mobilizados para garantir a segurança alimentar, e este passo representa um avanço significativo, tanto aqui quanto em outras comunidades da Amazônia, além das terras yanomami. O objetivo é assegurar a assistência necessária a essas populações”, afirmou.
A unidade de Sikamabiu recebeu um investimento de R$ 90 mil do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Este investimento faz parte de um plano que prevê a construção de mais sete unidades de soberania alimentar ainda este ano, beneficiando um total de 18 comunidades indígenas nas regiões de Surucucu, Homoxi, Xitei, Lasasi, Ajarani, Olomai e Uxiu.
Wellington Dias também comentou sobre o contexto no qual essas ações estão sendo implementadas. “Recordo do dia em que o presidente Lula visitou Roraima e a realidade era marcada pela fome. Atualmente, estamos focados na segurança alimentar, e essa inauguração é um passo importante não só para as terras yanomami, mas para diversas comunidades da Amazônia, para que possamos proporcionar a assistência adequada”, disse.
Os recursos investidos neste projeto são provenientes de um Termo de Execução Descentralizada celebrado entre o MDS e a Embrapa Roraima, que será responsável pela execução das atividades. A iniciativa conta também com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e a colaboração do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima, que estará envolvido na capacitação dos membros da comunidade.
