Análise dos Riscos que Enfrentamos no Contexto Internacional Atual
Na visão de Paulo Nogueira Batista Jr., o Brasil se encontra em uma posição delicada diante das recentes ações dos Estados Unidos na América Latina, especialmente o ataque à Venezuela, que revela a disposição da superpotência em utilizar a força militar para proteger seus interesses. O fenômeno é alarmante: o Hemisfério Ocidental, da Groenlândia à Patagônia, é tratado como um espaço de domínio norte-americano. Essa abordagem imperialista levanta questões sobre a soberania brasileira e a necessidade de uma postura mais assertiva em relação à sua própria defesa.
Em 2019, Batista publicou um livro intitulado “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, destacando a grandeza geográfica, populacional e econômica do país. No entanto, ele ressalta que esses fatores não garantem a soberania se os brasileiros não adotarem uma mentalidade de resistência diante de ameaças externas. Uma elite que se comporta como subserviente aos interesses dos EUA compromete essa postura. A recente manifestação dos candidatos de direita ao apoio à intervenção militar dos EUA na Venezuela, incluindo figuras como Tarcísio e Flávio Bolsonaro, evidencia essa fragilidade.
O Brasil, além de ser um gigante em termos de território e recursos naturais, se torna um alvo de cobiça, especialmente dos Estados Unidos, que buscam garantir acesso a esses bens. O sequestro do presidente Nicolás Maduro e as exigências norte-americanas de acesso ao petróleo venezuelano acendem um sinal de alerta sobre a vulnerabilidade do Brasil, mesmo que o país não seja o alvo imediato da agressão militar.
Preparação Militar: Uma Necessidade Urgente
A pergunta que paira no ar é: o Brasil deve se preparar militarmente? Para muitos, a resposta é evidente. A preparação pode incluir até o desenvolvimento de armamento nuclear, uma ideia defendida por Batista em seu livro. Ele argumenta que o país precisa de uma postura defensiva que sinalize a potencial retaliação a qualquer ataque, uma postura de dissuasão que pode impedir agressores.
As lições da história recente são inequívocas: países como Líbia, Síria e Iraque, que não possuíam armas nucleares, foram alvos de intervenções estrangeiras, enquanto a Coreia do Norte, armada, conseguiu evitar ataques diretos. A política externa dos EUA, sob liderança de Trump, demonstra que países respeitados são aqueles que possuem força militar significativa. Essa dinâmica levanta a questão da necessidade de o Brasil revisar sua política de defesa e aumentar seus investimentos na área.
O desafio é ainda mais complexo, pois o Brasil não está acostumado a se preparar para conflitos. Desde 1864, o país não sofreu ataques diretos, o que gerou uma mentalidade de paz contínua. Entretanto, países como China e Rússia, que enfrentaram invasões, estão mais preparados. O Brasil, portanto, precisa aproveitar o tempo disponível para fortalecer sua defesa.
O Cenário Eleitoral e as Interferências Externas
Com a aproximação das eleições de 2026, há a preocupação de que o governo Trump possa tentar influenciar o processo eleitoral, promovendo a inserção de um candidato alinhado a seus interesses. A reeleição de Lula, segundo Batista, se torna um ponto crucial para a soberania brasileira. Ele acredita que a vitória de Lula mudaria o jogo e ofereceria um respiro diante das pressões externas e possíveis agressões.
A realidade é de que os Estados Unidos, uma superpotência em declínio, ainda mantêm uma postura imperialista que pode ameaçar a paz global. Para o Brasil e outros países da América Latina, a situação exige vigilância e um fortalecimento das capacidades de defesa. A história nos ensina que, em tempos de incerteza, estar preparado é a melhor forma de garantir a autonomia e a segurança nacional. Assim, é fundamental que o Brasil inicie uma reformulação em sua política de defesa, sem demagogias, mas com a firmeza necessária para assegurar um futuro independente.
