Audiência Reveladora
O júri popular que absolveu Luiz Carlos da Silva, acusado de torturar seu genro Charles Barreto Durães, voltou a ganhar destaque nas redes sociais em 2026. As imagens da audiência, que ocorreu em novembro de 2025, reacenderam discussões sobre o caso que remonta a dezembro de 2015, quando o réu foi acusado de tentativa de homicídio, sequestro e cárcere privado.
O vídeo, disponibilizado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), revela o momento em que Luiz Carlos confessou suas agressões, justificando suas ações como uma resposta à suspeita de que sua filha estava sendo vítima de violência doméstica.
Repercussão e Debate nas Redes
A circulação do vídeo trouxe à tona a polêmica que cerca o caso, especialmente pela intensidade do depoimento de Luiz Carlos e pela sua reação ao ser absolvido. Durante o julgamento, ele declarou: “Eu perguntei para ele: ‘Você gosta de bater aonde na minha filha? É no rosto? Agora você vai sentir a dor que ela sentiu’”. Tais declarações ressoaram fortemente nas redes sociais, onde o caso foi amplamente discutido.
Embora os eventos sejam de 2015, a viralização das imagens fez com que o tema da violência doméstica e das reações de familiares voltasse ao foco das conversas públicas, gerando opiniões divergentes sobre até onde vão os limites da defesa de um ente querido.
O Contexto da Violência
Os eventos que culminaram na condenação de Luiz Carlos aconteceram em Irecê, na Bahia. Em janeiro de 2016, o pai começou a suspeitar que sua filha estava sendo agredida pelo marido, o que se intensificou quando notou que ela usava roupas longas mesmo em dias quentes, levando-o a crer que ela estava tentando esconder hematomas.
Durante as festividades de Natal daquele ano, o clima se agravou, com Charles supostamente agredindo sua esposa na frente de familiares em uma discussão. Isto levou Luiz Carlos a intervir, convidando o genro para uma área rural. Lá, ele confessou, amarrou Charles e o agrediu fisicamente, aplicando até chicotadas.
Versões Conflitantes no Julgamento
No tribunal, Luiz Carlos reafirmou que suas ações foram impulsionadas pelo que acreditava serem agressões sofridas por sua filha, e defendeu que não tinha intenção de matar. De acordo com suas próprias palavras, a filha havia pedido que ele tomasse uma atitude a respeito das agressões.
Por outro lado, Charles Durães negou ter agredido sua esposa de forma recorrente. Ele admitiu ter empurrado a esposa em um desentendimento, mas se defendeu ao alegar que isso não era uma prática habitual. Em um relato emotivo, descreveu as agressões que sofreu nas mãos de Luiz Carlos, destacando que foi ameaçado com uma faca e um revólver durante as torturas.
A Decisão do Júri e Consequências
Ao final da audiência, o júri decidiu pela absolvição de Luiz Carlos, considerando que não houve intenção de homicídio apesar das agressões admitidas. O momento foi marcado por forte emoção, com Luiz Carlos se ajoelhando no chão do fórum em resposta ao veredicto.
A repercussão nas redes sociais, após a divulgação do vídeo do julgamento, trouxe novas discussões sobre o caso, levando a sociedade a refletir sobre os limites da defesa familiar e a complexidade da violência doméstica. As opiniões divergem, com alguns defendendo Luiz Carlos como um pai protetor, enquanto outros criticam a brutalidade de suas ações.
