Uma Nova Era para o Grêmio Esportivo Brasil
O ano de 2026 já se apresenta como um marco na história do Brasil, especialmente no contexto do futebol. A transição esperada para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) transforma o Grêmio Esportivo Brasil em um pioneiro ao deixar o modelo associativo tradicional. Embora a associação continúe existindo, agora com uma direção executiva e um Conselho Deliberativo, ela será responsável por apenas 10% das ações da nova estrutura.
O Consórcio Xavante, que se tornará proprietário de 90% da empresa Grêmio Esportivo Brasil SAF, tem como principal objetivo trazer o time de volta à Série B do Campeonato Brasileiro. Além disso, os investidores buscam transformar a instituição em um exemplo na formação de novos atletas, promovendo uma verdadeira revolução na gestão do clube. Essa visão é resumida pelo economista Fernando Ferreira, sócio fundador da Pluri Sports, que enfatiza a necessidade de um “choque de gestão”.
Calendário e Competições de 2026
O calendário do time, sob a orientação do técnico Gilson Maciel, terá início no dia 5 de abril, com a abertura da Série D do Campeonato Brasileiro. A disputa pela segunda divisão do Gauchão está programada para o período de 2 de agosto a 31 de outubro, o que implica em uma dupla oportunidade de acesso. Além disso, a Copa FGF também poderá contar com a participação do Brasil, entre 6 de maio e 29 de julho.
Expectativas e Investimentos
De acordo com o comentarista da Rádio Pelotense 99,5 FM, Pedro Petrucci, é crucial que os torcedores mantenham a expectativa sob controle em 2026. “Será o primeiro ano de investimentos, mas não necessariamente focado apenas no time principal. O foco inicial será em estrutura”, afirma. Essa declaração reflete a estratégia do Consórcio Xavante e suas intenções para um desenvolvimento sólido na base do clube.
O departamento de futebol, liderado por Emerson da Rosa, um conhecido ex-volante que já atuou por clubes de renome como Real Madrid e Juventus, aposta na continuidade de Hélio Vieira como coordenador técnico. Pelo menos quatro jogadores que foram fundamentais na conquista da Copa FGF, como Otávio e Thiago Henrique, permanecerão no elenco, o que traz uma sensação de continuidade ao projeto.
Negócios e Centro de Treinamento
Fernando Ferreira, consultor da SAF, tem enfatizado em suas entrevistas a importância de um novo centro de treinamento. Três localizações em Pelotas estão sendo consideradas, incluindo o CT da Sanga Funda, anteriormente utilizado pelo clube. “O CT é essencial para o funcionamento de um clube. Precisamos garantir que o local escolhido atenda a todas as necessidades operacionais e logísticas”, detalha Ferreira.
Questões como a qualidade do terreno e os custos de terraplanagem são determinantes na decisão, o que torna a escolha ainda mais crítica. Com isso, espera-se que em 2026 surjam avanços significativos nesse sentido, um tema tratado com urgência pelos representantes do Consórcio Xavante.
Desafios da Recuperação Judicial
O ano também será marcado pelos desafios da recuperação judicial do clube. O plano de recuperação já enfrentou objeções de credores, propondo um deságio de 77% das dívidas formalizadas, excluindo as questões tributárias. O total da dívida é de R$ 21,8 milhões, enquanto a proposta sugere um pagamento de R$ 5 milhões. Diante das objeções, será necessária a realização de uma Assembleia Geral de Credores (AGC), prevista para meados de 2026.
Novos Investidores e Perspectivas Futuras
A nova gestão pode também trazer possíveis novos investidores para o Consórcio Xavante. Dois interessados já sinalizaram interesse em integrar a divisão acionária da SAF. Contudo, qualquer mudança deverá respeitar as diretrizes da associação e a cultura do clube. O Consórcio atualmente inclui Emerson da Rosa, além das empresas Greenfield Partners e VEX Capital, sendo que a Greenfield adquirirá 9,99% das ações.
O processo de transição administrativa do clube está prestes a entrar em sua fase final, com formalizações e transferências de ativos programadas para ocorrer em janeiro. Espera-se que até fevereiro o Brasil seja oficialmente registrado como SAF na FGF e na CBF.
Por fim, a proposta apresentada pelo Consórcio Xavante, aprovada em outubro, prevê um investimento mínimo de R$ 142 milhões ao longo de dez anos, o que promete transformar o clube em um modelo de gestão eficiente e inovadora para o futebol brasileiro.
