A Economia Solidária como Instrumento de Luta
Representantes do Sindsep-DF, da Condsef/Fenadsef e da Secretaria Nacional de Economia Solidária da CUT Brasil se reuniram nesta semana para discutir a iniciativa “Povos Indígenas e Mundo do Trabalho”. O projeto busca promover a integração entre o movimento indígena e o sindicalismo, enfatizando a importância da economia solidária. A proposta destaca a luta pelo território como um aspecto fundamental para a reprodução do trabalho indígena e a proteção dos direitos dos povos originários.
Na manhã da última sexta-feira (30), os participantes se encontraram com Paulino Montejo, Coordenador Político da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Dinaman Tuxá, Coordenador de Projetos, e Luana Kaingang, Coordenadora Geral da Arpinsul. Durante a reunião, foram discutidas estratégias voltadas para o fortalecimento dos trabalhadores e trabalhadoras indígenas, a luta contra a precarização do trabalho e a busca por caminhos que assegurem direitos e dignidade, levando em consideração as particularidades socioculturais e econômicas dos povos indígenas. Na parte da tarde, o grupo teve um encontro na Funai com as Diretorias de Gestão Ambiental e Territorial, além da Diretoria de Demarcação de Terras Indígenas.
Intercâmbio Internacional e Parcerias
Além das reuniões focadas no projeto, os sindicalistas também participaram de um intercâmbio com a Confederazione Generalle Italiana del Lavoro/Toscana (CGIL), que ocorreu na sede do Sintepe. As atividades incluíram um encontro com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e com a Unisol Brasil, reforçando a importância da colaboração internacional na luta pelos direitos dos povos indígenas.
Eixos do Projeto e Seus Objetivos
O projeto se organiza em três eixos principais. O primeiro consiste na criação de uma cesta de produtos indígenas, que será comercializada nos sindicatos que integram a CUT. O segundo eixo envolve a realização de exposições fotográficas e de produtos indígenas, acompanhadas de debates políticos que abordam a diversidade na organização do trabalho e as reivindicações dos povos indígenas, também no contexto dos sindicatos vinculados à Condsef e à CUT. O terceiro eixo dedica-se à elaboração de uma publicação que apresentará experiências práticas de organização do trabalho indígena no Brasil, ressaltando as particularidades das lutas indígenas e suas convergências com o movimento sindical.
O lançamento oficial do projeto está agendado para o mês de abril, durante as celebrações do abril indígena, em Brasília, prometendo ser um marco importante na articulação entre os movimentos indígenas e as pautas sindicais.
