Atividades Lúdicas e Educativas no MCI
No Museu das Culturas Indígenas (MCI), as férias ganham um novo significado com a programação especial que destaca jogos e brincadeiras tradicionais. Um dos principais destaques é um jogo de tabuleiro que simula uma onça sendo perseguida por cachorros. A atividade foi pensada para desenvolver competências como criatividade, disciplina e agilidade no raciocínio, além de estimular a resolução de problemas. O MCI abre suas portas para públicos de todas as idades, convidando todos a vivenciar o brincar, escutar histórias e compartilhar saberes dos povos indígenas.
“Férias na TAVA: Ninmangwá Djagwareté – a brincadeira da onça”, ficará em cartaz até 1º de fevereiro, em funcionamento de quinta a domingo, das 9h às 18h (com horário estendido às quintas até 20h). Essa experiência não apenas representa tradições da cultura Guarani, mas também de diversos povos da Abya Yala, destacando a importância do lúdico como parte essencial dos processos educativos indígenas. O jogo estará exposto juntamente com a mostra temporária “Mymba’i – pedindo licença aos espíritos, dialogando com a Mata Atlântica”, que propõe reflexões sobre perdas e ganhos dentro da prática do convívio coletivo.
Atividades para Enriquecer a Memória Cultural
Em uma conexão entre arte e educação, o MCI promove, no dia 17 de janeiro, das 10h às 12h30, a atividade “Recuperando a memória Mura: arte e pedagogia da afirmação indígena”. A professora e pesquisadora Márcia Mura, junto ao artista Tanã Mura, conduzirá o encontro que abordará narrativas e vivências culturais do povo Mura, explorando a relação com a floresta e os processos de afirmação identitária. Na ocasião, será apresentado o livro infantil “TanãMak, uma guerreira mura”, que traz à tona a importância da literatura e da cultura indígena.
Na sequência, no dia 18 de janeiro, o MCI realiza a atividade “Férias no Museu: brincar em família!”, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Mestres de saberes indígenas estarão disponíveis para ensinar brincadeiras tradicionais como arco e flecha, zarabatana, lateni, arapuca e badela. Além disso, haverá um espaço dedicado à literatura indígena, promovendo o encontro entre diferentes gerações e aproximando as famílias dos conhecimentos ancestrais, sempre em diálogo com as exposições em cartaz.
Contação de Histórias e Reflexões sobre a Consciência Indígena
A programação segue em 24 de janeiro com a Contação de Histórias MCI, que terá como protagonista a artista Jhennifer Willys, uma afro-indígena Tikuna e Kokama. No evento, ela contará “As aventuras de Lillyn”, uma narrativa sobre uma menina curiosa que aprende com a natureza e os encantos da floresta Amazônica. O mesmo dia também será marcado pela atividade “Aýmbêre vive: consciência indígena, território e a política da memória Tupinambá”, que ocorre das 14h às 15h30. Jennyffer Bransfor (Tupinambá) liderará uma conversa sobre a importância de preservar a memória das lutas indígenas, enfrentando o apagamento histórico imposto pela colonização.
Debates e Reflexões no Aniversário de São Paulo
No dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, o MCI promove a roda de conversa “(Re)Existências indígenas na dinâmica cotidiana de uma metrópole”, que acontecerá das 10h30 às 12h. O evento contará com a participação de Akayse Florentino (Fulni-ô) e Kerexu Mirin (Guarani Mbya), sob a mediação de Emerson Baré Puranga. O debate deverá refletir sobre a história dos territórios indígenas antes da formação da cidade e os desafios enfrentados atualmente em um contexto urbano.
Fechamento com Cinema e Reflexões Culturais
Encerrando a programação de janeiro, o Cineclube TAVA retorna em 29 de janeiro, das 18h às 20h, apresentando o documentário “Do colo da Terra” (2025). Após a exibição, haverá uma roda de conversa com JasyWera, Gyura Diogo Souza e a diretora Renata Meirelles. O filme apresenta as infâncias de povos indígenas como Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Baniwa e Kĩsêdjê, ressaltando a espiritualidade e o brincar como princípios fundamentais da vida e da educação.
O Museu das Culturas Indígenas é uma iniciativa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, em colaboração com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim, e se dedica a preservar e promover a rica diversidade cultural dos povos indígenas.
