Técnico Admite Frustração após a Queda do CSE
O clima de desânimo tomou conta do CSE após a derrota por 3 a 1 contra o Murici, que selou o rebaixamento do Tricolor para a Segunda Divisão do Campeonato Alagoano. O técnico Leandro Campos, em um momento de sinceridade, não hesitou em assumir a responsabilidade pela situação delicada que o clube de Palmeira dos Índios enfrenta.
Em sua análise, Campos enfatizou a necessidade de sobriedade e a importância de um exame coletivo da situação, ressaltando que a responsabilidade deve ser compartilhada entre a diretoria, a comissão técnica e os jogadores. “Um rebaixamento como este não é fruto apenas de uma única decisão ou ação. É um conjunto de fatores e temos que dividir as responsabilidades. Eu reconheço que tenho minha parte nisso e assumo isso integralmente”, afirmou o treinador.
Visivelmente afetado pela derrota — a quinta na trajetória do CSE —, Campos admitiu que chegou a colocar seu cargo à disposição logo após o apito final do jogo. “É uma situação constrangedora. Cheguei a dizer que estava disposto a sair porque compreendo a gravidade do que ocorreu. Um rebaixamento tem um peso significativo para todos, e meu nome também está em jogo”, declarou.
Entretanto, o presidente do clube, José Barbosa, pediu a Campos que permanecesse no cargo para ajudar na reconstrução do elenco. “Após nossa conversa, o presidente me disse que seria crucial eu continuar no clube para corrigir os erros e elaborar um planejamento para a Copa Alagoas e para a Série D do Campeonato Brasileiro. Aceitei o desafio com a esperança de reverter essa situação, pois também reconheço minha parte na responsabilidade por tudo que aconteceu”, completou.
Erros e Desempenho Insatisfatório
O CSE terminou a competição alagoana de 2026 na última posição, acumulando apenas 4 pontos e sem conseguir vencer em casa no Estádio Juca Sampaio. A campanha aquém do esperado, combinada com falhas de planejamento, levou ao rebaixamento em Murici.
Mesmo com um investimento mensal considerável de R$ 150 mil da Prefeitura de Palmeira dos Índios e contando com jogadores de renome — alguns com passagem pelo CSA —, o Tricolor não conseguiu converter a boa estrutura e a experiência em resultados positivos em campo.
Planejamento Focado no Futuro
Apesar do cenário desolador, Leandro Campos reafirmou que o trabalho não pode parar. O foco imediato agora é na Copa Alagoas, onde o CSE ocupa a liderança do Grupo B, além da preparação para a Série D do Campeonato Brasileiro.
O técnico também salientou a necessidade de mudanças no elenco: “Temos um carinho enorme pelos jogadores, que são profissionais e pais de família, mas algumas modificações são imprescindíveis. A Série D demanda que façamos ajustes para que possamos contar com um time mais forte e competitivo”, finalizou Campos.
Com isso, o desafio que se coloca para o Tricolor é a reconstrução do projeto esportivo, visando retornar à elite do futebol estadual em 2028 — uma missão que já começa a ser traçada nas próximas semanas, enquanto o calendário continua em andamento.
