Medidas de Segurança Após Ataque Violento
CARACARAÍ (RR) – Na noite de quinta-feira (5), uma técnica de enfermagem de 31 anos foi atacada enquanto se dirigia à cozinha do Polo Base Missão Catrimani, localizado na Terra Indígena Yanomami, no sul de Roraima. A situação, classificada como uma tentativa de estupro, resultou na decisão do Ministério da Saúde de retirar preventivamente toda a equipe médica que atuava no local. Até o momento, a identidade do suspeito permanece desconhecida e não houve prisões relacionadas ao incidente.
Segundo o relato da profissional à Polícia Federal, ela estava caminhando de seu quarto para a cozinha, por volta das 19h, quando foi abordada por um homem desconhecido. O agressor a imobilizou, proferindo ameaças de morte e iniciando a ação violenta. A técnica conseguiu se desvencilhar do agressor e gritar por ajuda, chamando a atenção de outros profissionais que estavam nas proximidades.
Dois dentistas e um enfermeiro que estavam próximos ouviram os gritos e correram para ajudar. No entanto, com a chegada das testemunhas, o agressor conseguiu fugir pela área do polo e não foi localizado, apesar das buscas imediatas realizadas por agentes da Força Nacional.
A técnica de enfermagem sofreu várias lesões, incluindo contusões no joelho esquerdo, mão, abdômen e cotovelo, resultado da luta durante o ataque. Ela foi atendida no Hospital Geral de Roraima (HGR), onde passou por um exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e registrou a ocorrência na delegacia da Polícia Federal. A vítima relatou que não conseguiu identificar o rosto do agressor durante o ataque.
Em comunicado oficial, o Ministério da Saúde enfatizou que a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) está oferecendo todo o suporte necessário à profissional afetada pela violência. A pasta repudiou o ato brutal e exigiu que as autoridades competentes realizem uma investigação minuciosa sobre o ocorrido.
Nesta sexta-feira (6), a pasta se reuniu com representantes da Casa de Governo de Roraima e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para discutir e implementar estratégias de segurança que possibilitem o retorno dos serviços de saúde na região. A preocupação central é evitar a desassistência das comunidades Yanomami, que dependem dos atendimentos do polo de saúde. Está previsto, ainda, um diálogo com as lideranças locais como parte das iniciativas para restabelecer as atividades com segurança para as equipes.
