Debate sobre Imperialismo na UFGD
Na última terça-feira, dia 3 de fevereiro, a Liga Anti-Imperialista convocou um importante debate na Faculdade Intercultural Indígena (FAIND), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em resposta ao Dia Internacional de Mobilização e Luta contra a agressão imperialista dos Estados Unidos à Venezuela. O evento, que ocorreu com grande participação da comunidade acadêmica, teve o suporte do Comitê de Apoio ao AND, do Diretório Central dos Estudantes da UFGD (DCE-UFGD) e do Centro Acadêmico Teko Arandu (CATA).
O convite foi amplamente estendido a estudantes, técnicos, professores e a todos que se identificam como democratas e progressistas. Durante a mesa de discussão, um representante da Liga Anti-Imperialista (LAI) destacou a urgência em formar uma organização anti-imperialista no atual cenário político internacional. Este contexto, marcado por um aumento das agressões de países imperialistas contra nações e povos oprimidos, exige uma resposta firme e organizada. Segundo ele, as lutas de libertação nacional têm se intensificado, reforçando a necessidade de união entre os povos.
Outro membro do Comitê de Apoio ao AND abordou as recentes agressões que se espalham, afetando não apenas a Venezuela, mas também a Colômbia, Cuba e o Irã. Ele ainda destacou os impactos dos ataques à Resistência Nacional Palestina contra o sionismo e o imperialismo global. A fala de um representante Guarani-Kaiowá do DCE foi particularmente impactante, pois foi proferida inteiramente em guarani. Ele abordou a interconexão entre imperialismo e latifúndio no Brasil, enfatizando que a agressão a uma nação soberana como a Venezuela também atinge os indígenas no Brasil em sua luta por terras. Essa relação foi explicitada como um ponto central na defesa dos direitos dos povos originários.
Presença e Intervenções no Evento
O evento contou com a presença de cerca de 60 pessoas, sendo a maioria Guarani-Kaiowás. Também participaram dois palestinos que chegaram recentemente como refugiados e alguns professores que apoiam a luta anti-imperialista. Após o debate, intervenções de professores indígenas enriqueceram a discussão, especialmente ao prometerem levar o tema para seus tekohas, locais de vivência e resistência de seus povos. Um dos professores fez questão de recordar o histórico de lutas do povo Guarani-Kaiowá, destacando a importância de manter essa narrativa viva.
Ao final do encontro, foram proferidas palavras de ordem exigindo a libertação imediata de presos políticos, com destaque para o ativista anti-imperialista Mateus Galdino e a liderança Guarani-Kaiowá Magno de Souza. O clamor pela liberdade e justiça ressoou entre os presentes, evidenciando a união e a força da luta coletiva contra as opressões que atravessam diferentes contextos.
