Documentário Celebra Patrimônio Cultural do Maranhão
Reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Maranhão, o Ritual da Menina Moça do povo Tenetehara será celebrado em duas pré-estreias do documentário “Wyra’u Haw – O Ritual da Menina Moça”. A primeira pré-estreia ocorrerá neste sábado, dia 7 de fevereiro, no Território Indígena Araribóia, onde o rito é mantido por gerações. A segunda sessão, destinada a convidados, acontecerá em São Luís, no dia 12 de fevereiro, às 19h, na Sala de Cinema do Sesc Deodoro, seguida de um bate-papo com os realizadores.
A programação das pré-estreias será enriquecida com a estreia do clipe musical “Anauê”, da cantora Flávia Bittencourt, que foi gravado no próprio Território Indígena Araribóia durante as filmagens. O clipe homenageia os povos indígenas e celebra a união entre culturas, dialogando diretamente com a comunidade local. Após as sessões, o clipe será disponibilizado nas redes sociais da artista, ampliando seu alcance e a difusão das tradições e paisagens indígenas.
Fortalecimento do Audiovisual Indígena
Ao unir cinema, música e formação em uma única programação — tanto no território indígena quanto na capital — as pré-estreias reforçam a importância do audiovisual como ferramenta de memória e continuidade cultural. Esse evento não apenas fortalece o cinema maranhense, mas também amplia o protagonismo indígena, permitindo que o povo Tenetehar conte suas próprias histórias.
A pré-estreia no território destaca a ética da produção, assegurando que o primeiro público a conhecer o filme seja a própria comunidade que preserva o ritual. Em contrapartida, a sessão em São Luís proporciona um espaço de diálogo com o público urbano, instituições e a cultura local, aproximando a capital das narrativas indígenas.
O filme é uma realização da Studio A, com coprodução da Katufilm, duas reconhecidas produtoras maranhenses engajadas em projetos culturais e socioambientais, em colaboração com o Instituto Tukàn, importante organização voltada à defesa da cultura e dos direitos do povo Tenetehar. A direção é de Taciano Brito, um cineasta com uma carreira sólida no cinema maranhense, e de Silvio Guajajara, liderança indígena e presidente do Instituto Tukàn, que apresenta seu segundo trabalho como diretor.
