Programação Especial do Museu das Culturas Indígenas
No feriado em celebração ao aniversário de São Paulo, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) preparou uma programação especial que visa refletir sobre a presença indígena no território paulista, a memória ancestral e as formas contemporâneas de resistência. Com atividades como contação de histórias, rodas de conversa e encontros formativos, o evento promete ser um espaço de aprendizado e valorização. A entrada para todas as atividades é gratuita.
O MCI, que faz parte da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, é gerido pela ACAM Portinari, em colaboração com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. As atividades programadas têm como objetivo uma imersão no universo indígena, proporcionando um diálogo enriquecedor entre as culturas.
Contação de Histórias com Jhennifer Willys
Neste sábado, 24 de janeiro, às 11h, inicia-se a primeira edição do Programa Contação de Histórias MCI, que contará com a participação da artista afro-indígena Jhennifer Willys (Tikuna e Kokama). Ela apresentará a narrativa ‘As Aventuras de Lillyn’, onde a protagonista, uma menina afro-indígena curiosa e sonhadora, vive no coração da floresta Amazônica.
A história se desenrola em uma viagem de autodescoberta, onde Lillyn aprende sobre a importância do diálogo com a natureza, os seres encantados e os saberes ancestrais. Essa narrativa celebra a imaginação e a sensibilidade diante do mundo natural, mostrando como a arte pode ser uma ferramenta poderosa de educação e conscientização cultural.
Reflexão sobre a Memória Indígena
Ainda no sábado, à tarde, o MCI realizará a atividade “Aýmbêre vive: consciência indígena, território e a política da memória Tupinambá”, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Indígena. A conversa contará com a presença de Jennyffer Bransfor (Tupinambá), que abordará a memória do guerreiro Moru’yxába’assu Aýmbêre Tupinambá, uma figura histórica de resistência contra a colonização portuguesa.
Esse encontro deseja trazer à tona a importância da memória como um ato político, reforçando a identidade dos povos originários e combatendo o apagamento histórico. Jennyffer Bransfor, também conhecida como Bekoy Tupinambá, é uma estrategista em comunicação e cofundadora da BND Digital, uma agência de marketing social digital gerida por mulheres indígenas. Sua atuação é um exemplo de como a ancestralidade e a inovação podem se encontrar no ambiente digital.
Roda de Conversa sobre (Re)Existências Indígenas
O domingo, 25 de janeiro, data que marca os 472 anos de São Paulo, trará uma roda de conversa intitulada “(Re)Existências indígenas na dinâmica cotidiana de uma metrópole”, programada para às 10h30. A mesa contará com as contribuições de Akayse Fulni-ô (Fulni-ô) e Kerexu Mirin (Guarani Mbya), sob a mediação de Emerson Baré Puranga (Baré).
A atividade pretende fomentar uma reflexão crítica sobre a formação da cidade sob a perspectiva indígena, abordando o território antes da colonização, os conflitos históricos e os atuais desafios enfrentados pelos povos originários na vida urbana. O debate é fundamental para entender São Paulo como um espaço que possui uma contínua presença indígena, repleta de histórias de luta e resistência.
Serviço: Participe das Atividades
Todas as atividades do MCI são gratuitas, e os interessados devem retirar ingressos pelo site: museudasculturasindigenas.org.br. Essa é uma ótima oportunidade para se conectar com a história e a cultura indígena, além de refletir sobre a importância da resistência em tempos atuais.
