Movimentações no Governo Lula para as Eleições de 2024
A confirmação da pré-candidatura ao Senado da ministra Gleisi Hoffmann trouxe à tona a expectativa de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá perder cerca de 20 ministros em decorrência das eleições que se aproximam. Com o término do prazo para desincompatibilização se avizinhando, as articulações políticas entre os integrantes do primeiro escalão intensificam-se.
Dentre os ministros que deverão deixar seus postos, muitos visam disputar assentos na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e também no Executivo estadual. Enquanto alguns já oficializaram suas intenções, outros permanecem em conversas nos bastidores. Dois nomes que estão nessa situação são as ministras Simone Tebet, da pasta do Planejamento, e Marina Silva, do Meio Ambiente, que ainda não confirmaram seus próximos passos.
De acordo com a legislação eleitoral, os ministros têm um limite de seis meses antes do pleito para se afastar de seus cargos atuais e se lançarem em novas candidaturas. Gleisi, que atualmente se encontra licenciada como deputada federal, optou por mudar de ares e concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. Sua saída do ministério gerou discussões acaloradas, visto que sua presença é considerada fundamental para a manutenção das relações entre o Congresso e o Planalto.
O governo Lula busca, portanto, fortalecer a presença de aliados na corrida pelo Senado. A estratégia do PT é evitar que candidatos bolsonaristas ampliem sua influência na Casa Alta, o que poderia lhes proporcionar maior poder em processos de impeachment e na escolha de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Outro nome que deve entrar na disputa pelo Senado é o ministro Silvio Costa Filho, responsável pela pasta de Portos e Aeroportos, além de André Fufuca, que lidera os Esportes. Essas movimentações indicam um cenário eleitoral bem disputado.
Além das candidaturas ao Senado, muitos ministros também têm planos de concorrer à Câmara dos Deputados. É o caso da ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, que pretende garantir uma vaga pelo PT no Rio de Janeiro. Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, também já anunciou que buscará a reeleição para a Câmara.
Renan Filho, atual ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, se posiciona como uma possível candidatura ao governo do estado. Por outro lado, mesmo pressionado a se candidatar ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, deixou claro que não pretende concorrer em 2026. O presidente Lula, que cogitou a ideia, deve avaliar alternativas, inclusive a possibilidade de lançar Simone Tebet como candidata ao governo paulista.
Enquanto isso, alguns quadros do governo já sinalizaram sua intenção de permanecer nos cargos atuais durante o ano eleitoral. Exemplos são Guilherme Boulos, na Secretaria-Geral da Presidência, e Luiz Marinho, no Ministério do Trabalho. A decisão de permanecer em seus cargos reflete uma estratégia de estabilidade em um ano repleto de incertezas políticas.
Com tantas movimentações no alto escalão do governo, fica a expectativa sobre quem, de fato, se lançará na disputa eleitoral. A seguir, listamos os ministros que têm seus nomes cogitados para as eleições deste ano:
