Compromisso com as Comunidades Indígenas
No terceiro dia de sua jornada pelos municípios do Alto Solimões, a pré-candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), visitou, na quinta-feira (22), as cidades de São Paulo de Olivença e Santo Antônio do Içá. Esta região é conhecida por abrigar uma das maiores concentrações de comunidades indígenas do Brasil. Durante sua visita, a pré-candidata teve a oportunidade de dialogar com lideranças locais e apresentar sua trajetória e propostas na comunidade indígena de Betânia, que conta com aproximadamente cinco mil moradores da etnia Tikuna.
“Temos um projeto muito bonito para o interior do Amazonas e para as comunidades indígenas. Somos um Estado repleto de riquezas e potencialidades, mas nosso povo vive na miséria. Sem infraestrutura, saneamento, oportunidades de ensino superior e assistência à saúde digna. Isso é uma vergonha”, destacou a Professora Maria do Carmo, enfatizando a necessidade de transformação na região.
Um Plano de Governo Inovador
O esboço do futuro plano de governo da pré-candidata está sendo elaborado em duas partes: uma focada em Manaus e a outra voltada para o interior do estado, que será segmentado em macro-regiões. Cada uma delas contará com projetos de desenvolvimento projetados de acordo com suas especificidades. “Identificamos problemas comuns em todas as cidades que visitamos, como a segurança e a falta de apoio aos produtores rurais, que serão priorizados. Entretanto, também existem questões específicas de cada localidade, que estão sendo mapeadas e serão tratadas com a devida atenção. Nossa abordagem será detalhada em todos os cantos do nosso Amazonas”, explicou Maria do Carmo.
Depoimentos que Revelam Realidades
Seu Henrique Salvador, de 79 anos, testemunhou o crescimento da comunidade de Betânia ao longo de suas 64 anos de existência. Ele lembrou que chegou à região como roçador, trabalhando para um americano. “De lá pra cá, mudou um ‘bocadinho’. Não mudou muito”, disse ele, refletindo sobre os desafios que persistem na localidade.
Para Seu Henrique, a liderança feminina pode trazer a transformação necessária. “Uma mulher de garra pode fazer a diferença nesse cenário. A mulher sabe como trabalhar, como cuidar das coisas. O Amazonas precisa de uma mulher para cuidar do povo, tanto branco quanto Tikuna”, concluiu, reforçando a importância da representação feminina.
