Lideranças Indígenas se Manifestam Contra Ataques
Representantes de organizações tradicionais dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul expressaram sua profunda preocupação com a crescente onda de ataques dirigidos ao Secretário-Executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Dr. Luiz Henrique Eloy Amado, carinhosamente conhecido como Dr. Eloy Terena. Esses ataques, disseminados por meio de publicações em redes sociais, discursos e reportagens, incluem sérias acusações que carecem de evidências e não respeitam o direito ao contraditório.
A postura adotada por alguns setores da política regional, caracterizada por práticas que se assemelham ao modo de operação dos antigos coronéis, motivou as lideranças a se manifestarem publicamente. O objetivo é esclarecer a situação e reafirmar seu veemente repúdio à campanha de difamação que busca desacreditar o Dr. Eloy Terena, reconhecido por sua trajetória como advogado e antropólogo social e por sua luta em prol dos direitos dos povos indígenas.
Em uma publicação recente, o portal MS Notícias, sob a assinatura do jornalista Tero Queiroz, trouxe à tona a matéria intitulada “‘Ministério dos Privilégios Indígenas’: Lideranças denunciam uso político do MPI e ‘farra de diárias’ em MS”. A crítica levantada, no entanto, está longe de ser imparcial, uma vez que o veículo possui estreitas relações com o deputado federal Vander Loubet, do PT-MS, o que compromete sua independência ao abordar temas sensíveis relacionados à política indigenista. Esse vínculo suscita dúvidas sobre a veracidade das informações e a representatividade das fontes mencionadas na reportagem.
Poder Político e Independência Editorial
A relação do portal com o deputado evidencia um viés que pode influenciar a cobertura de temas relevantes, como as disputas de poder dentro do governo e a ocupação de cargos. Assim, a matéria não apresenta um debate honesto, deixando de lado a pluralidade de vozes e a busca por evidências concretas que embasem as alegações feitas.
Além disso, é questionável a legitimidade das “lideranças indígenas” citadas na reportagem, que podem estar alinhadas ao grupo político do deputado. Isso reforça a percepção de que há uma campanha deliberada, orquestrada por parlamentares e aliados do PT em Mato Grosso do Sul, destinada a atacar o Dr. Eloy Terena e enfraquecer sua posição no MPI.
Essas práticas não são novidade para os povos indígenas, que têm enfrentado tentativas de manipulação e deslegitimação de suas lideranças. Dr. Eloy Terena, aliás, se recusa a submeter-se a essas manobras, defendendo a autonomia e a dignidade dos povos originários. Neste contexto, as lideranças manifestam sua dissensão em relação a essa abordagem, reafirmando a importância de manter a luta indígena afastada dos interesses partidários.
Defesa da Autonomia dos Povos Indígenas
Em um comunicado, as lideranças indígenas apresentaram quatro princípios fundamentais. Primeiro, a luta dos povos originários não deve ser vinculada a partidos políticos, e qualquer tentativa de tutela não será aceita. Segundo, a causa indígena não pode ser usada como moeda de troca em disputas eleitorais. Terceiro, veículos de comunicação que mantenham vínculos políticos não podem se considerar imparciais em suas coberturas. Por fim, a dignidade e os direitos das lideranças indígenas e das instituições que representam devem ser respeitados.
Assim, as lideranças de Mato Grosso do Sul reafirmam seu compromisso com a verdade e a defesa da autonomia dos povos indígenas, permanecendo vigilantes e mobilizadas contra qualquer tentativa de deslegitimação. A luta pela valorização e respeito às instâncias de decisão legítimas é um princípio que permanecerá em destaque em suas ações. A manifestação foi datada em 16 de janeiro de 2026 e conta com o apoio de diversas organizações e movimentos que representam os povos Guarani e Kaiowá, bem como outras entidades indígenas do Brasil.
