Resultados expressivos nas ações de combate ao garimpo ilegal
Entre março de 2024 e janeiro de 2026, informações do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) revelaram que as áreas de garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami sofreram uma drástica queda de 98,77%. Durante o período de maior pressão, em 2024, aproximadamente 4.570 hectares do território estavam ocupados por atividades ilegais de garimpo. No final de 2025, essa área caiu para apenas 56,13 hectares.
Essa significativa redução teve um impacto substancial na estrutura econômica do garimpo ilegal, causando perdas estimadas em mais de R$ 642 milhões. O impacto financeiro se estendeu desde os locais de extração até as rotas logísticas utilizadas para o transporte e escoamento do ouro.
As 9 mil operações realizadas foram fruto de um esforço contínuo da Casa Civil, em Roraima, que contou com a colaboração da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Polícia Judiciária da Força Nacional (PJFN), Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira. Essas operações foram baseadas em inspeções de campo, ações de inteligência, controle de espaço aéreo e fluvial, além do bloqueio das rotas logísticas utilizadas por invasores.
Graças a essas ações, foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas clandestinas e 762 acampamentos, além da apreensão de diversos itens, como combustíveis, motores e embarcações, empregadas nas atividades de garimpo.
Aperfeiçoamento do cerco às rotas logísticas
Em 2025, a estratégia contra as rotas logísticas dos garimpeiros foi ainda mais intensificada. A atuação das forças de segurança se concentrou em áreas sensíveis, como a região do rio Uraricoera, um histórico corredor de acesso para garimpeiros. A presença contínua das forças de segurança, juntamente com o bloqueio fluvial e a destruição de estruturas ilegais, resultou em uma notável diminuição da circulação de invasores nessas áreas.
No total, entre 2024 e 2025, foram apreendidos 249 quilos de ouro, dos quais cerca de 213 quilos foram confiscados apenas em 2025. Essa ação enfraqueceu significativamente a base financeira que sustenta a logística do garimpo ilegal, abrangendo desde a extração até o transporte do mineral.
Outro dado relevante diz respeito à apreensão de 232 quilos de mercúrio, um insumo fundamental no garimpo, que contribui para a contaminação dos rios e do solo. Estas apreensões foram contínuas desde o início da atuação da Casa Civil, como parte das ações de controle da cadeia logística associada ao garimpo ilegal.
Impactos na segurança e nas atividades tradicionais
Além dos efeitos operacionais e econômicos, a redução da presença de garimpeiros teve um impacto positivo na segurança das comunidades locais, além de profissionais de saúde e ambientais que atuam na região. Com a diminuição dos conflitos, houve um retorno gradual das atividades tradicionais, como cultivo e pesca.
Ao alcançar a impressionante marca de 9 mil ações no início de 2026, o governo intensificou seu compromisso no combate ao garimpo ilegal, entrando em uma nova fase de continuidade sistemática. Essa etapa se concentra na prevenção de novas ocupações ilegais, no monitoramento constante e na promoção de melhorias ambientais e sociais na Terra Yanomami.
