Espetáculo Promove Reflexões Culturais e Sociais
A aldeia indígena kaingang Fag Nór, localizada em Passo Fundo, será o cenário da apresentação da peça de teatro “As Leves e Discretas”, marcada para a próxima terça-feira, dia 13. Desde sua estreia em maio de 2025, o espetáculo vem percorrendo o Rio Grande do Sul, oferecendo uma nova perspectiva sobre o movimento tradicionalista através das palhaças Beberta e Tagarela. Ambas sonham em criar um Centro de Tradições Gaúchas (CTG) e, por meio da arte, buscam conectar-se com suas raízes e com o público.
Parte do projeto “Leves pelos Pampas”, que é apoiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), a peça levará o elenco a 14 cidades gaúchas, promovendo apresentações em diversos contextos culturais. Uma das características marcantes do evento é a sua acessibilidade, pois contará com a presença de intérpretes de Libras, garantindo que todos possam vivenciar essa experiência.
A idealização da peça ocorreu em Passo Fundo e sua estreia foi em 2023. O enredo aborda temas relevantes, usando a palhaçaria feminina como uma ferramenta para discutir a violência contra a mulher e o machismo. O impacto do espetáculo nas plateias é notável.
— Observamos que os temas abordados tocam a profundidade das pessoas. Muitas relataram reconhecer aspectos de suas próprias culturas e vidas sobre os quais nunca haviam refletido antes. O resultado é um clima de emoção, reconhecimento e acolhimento mútuo — comentou Dani Dal’Forno, atriz e idealizadora do espetáculo.
Até o presente momento, as atrizes já se apresentaram em sete cidades diferentes. Após a performance na aldeia kaingang, a tour seguirá rumo à fronteira, onde estão agendadas apresentações em Porto Xavier, na quinta-feira, dia 15, e em Uruguaiana, na sexta, dia 16. Essa sequência de shows enfatiza a importância do teatro como meio de fomentar o diálogo e promover uma reflexão crítica sobre questões sociais essenciais.
Com uma proposta artística que transcende o mero entretenimento, “As Leves e Discretas” se destaca pela capacidade de gerar empatia e discussão, especialmente em contextos que muitas vezes são marginalizados. O espetáculo serve como um convite à comunidade para refletir sobre suas tradições e desafios, reafirmando a força do teatro na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
