O Brasil em Risco: Reflexões sobre a Soberania Nacional
Segundo Paulo Nogueira Batista Jr., a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela traz à tona um alerta iminente sobre a vulnerabilidade do Brasil e de outros países da América Latina. A superpotência demonstra sua disposição em recorrer à força militar para proteger seus interesses, transformando o Hemisfério Ocidental em um terreno claramente dominado pelas suas ambições. Essa realidade é um eco do que escreveu o ex-primeiro-ministro francês Georges Clemenceau, que enfatizou a transição dos EUA da barbárie à decadência sem realmente alcançar a civilização.
No contexto desse cenário, Batista relata que, em seu livro ‘O Brasil não cabe no quintal de ninguém’, ele argumenta que o Brasil, por suas dimensões geográficas, populacionais e econômicas, deveria ter um papel mais assertivo na geopolítica. Entretanto, destaca que a soberania vai além dos números, exigindo uma convicção nacional que inclua a disposição dos brasileiros em resistir a ameaças externas. Uma elite que se reveze entre interesses próprios e os interesses do país dificultam essa autonomia.
Recentemente, todos os candidatos da direita à presidência em 2026 manifestaram apoio à intervenção dos EUA na Venezuela, servindo como um indicador de que estão mais aptos a se tornarem vassalos das potências estrangeiras do que líderes autônomos. A próxima eleição, portanto, possui uma importância histórica sem precedentes.
O Brasil, além de sua imensidão territorial, é rico em recursos naturais, o que o torna alvo constante de cobiça internacional. O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a pressão de Donald Trump por acesso irrestrito aos recursos do país vizinho são evidências claras de que o Brasil também corre perigos semelhantes, mesmo que não esteja no centro das atenções no momento.
Os riscos são sérios, e a vulnerabilidade do Brasil se tornou uma questão existencial. É urgente que o país reavalie sua política de defesa e amplie seus investimentos militares, incluindo o desenvolvimento de capacidades de dissuasão, como armas nucleares. Essa preparação não é voltada para derrotar nenhuma superpotência, mas sim para deixar claro que um ataque terá consequências severas.
A História como Aliada: Aprendendo com o Passado
As lições da história são nítidas. O ataque à Líbia, a destruição da Síria e as invasões ao Iraque e Afeganistão mostram que países desarmados são mais vulneráveis a intervenções militares. Em contrapartida, a Coreia do Norte, que possui armamento nuclear, não enfrentou ataques diretos. Esses pontos evidenciam que a força militar é um fator de respeito no cenário internacional.
O governo Trump, por sua vez, apenas respeita nações que demonstram capacidade militar robusta, como a China e a Rússia. Mesmo aliados tradicionais, como os europeus, têm sofrido desrespeito, o que nos leva a questionar a segurança das nações ao redor do mundo. Assim, a prioridade para o Brasil deve ser garantir sua autonomia através do fortalecimento militar e da cooperação com potências como China e Rússia.
A proposta não é apenas tornar o Brasil a maior potência militar da América do Sul, mas sim definir uma postura autônoma frente a uma superpotência intervencionista. Apesar das barreiras históricas que o país enfrenta, é vital que os brasileiros não se deixem levar pela ilusão de um país permanentemente em paz.
Preparação e Vigilância: Um Chamado à Ação
Com o cenário internacional se tornando mais volátil, o Brasil deve utilizar o tempo que ainda possui para construir um poder de dissuasão que possa mitigar sua vulnerabilidade. O futuro político do país, particularmente as eleições de 2026 e as suas consequências, precisa ser cuidadosamente observado, pois a interferência estrangeira pode ser um forte indício de que o país está em risco.
O desafio é grande e requer uma reflexão séria sobre o papel do Brasil no mundo contemporâneo. A capacidade de se proteger e de se afirmar como uma nação soberana não é uma questão de vaidade, mas uma necessidade urgente. Portanto, a reeleição de Lula em 2026 poderá ser crucial para redirecionar o país frente às ameaças externas. As palavras de alerta nunca foram tão relevantes: a história nos ensina, e o momento de agir é agora.
Assim, diante das evidências, a pergunta que se coloca é: conseguiremos nos unir para garantir a nossa independência e soberania diante de um mundo onde a força ainda conta?
