Ação visa combater o garimpo ilegal e proteger comunidades indígenas na região de Roraima
Na última sexta-feira, dia 2, dois garimpeiros foram detidos na Terra Indígena Yanomami (TIY), mais precisamente nas áreas conhecidas como “Barão” e “Ouromil”. A operação foi realizada como parte da patrulha fluvial do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, uma ação que já tem gerado impactos significativos na repressão ao garimpo ilegal na região. Os detidos foram levados para Boa Vista, a capital de Roraima, por força das autoridades de segurança que coordenam a operação.
De acordo com as informações fornecidas pelas forças de segurança, ações como essa são essenciais para desestimular o avanço de garimpeiros na região, além de assegurar uma presença dissuasória nas rotas logísticas utilizadas para o tráfico de minérios. As operações são uma forma de proteger as comunidades indígenas e preservar o meio ambiente, que tem sido ameaçado por atividades ilegais de exploração mineral.
Durante a operação, os militares encontraram diversas ferramentas que eram utilizadas na extração de minérios, além de uma estrutura de acampamento, uma embarcação, um motor e duas máquinas resumidoras, ferramentas que servem para separar o ouro dos detritos. Todo o material apreendido foi inutilizado, reforçando o compromisso das autoridades em combater o garimpo ilegal na área.
A Operação Catrimani II tem se mostrado especialmente eficaz no combate ao garimpo ilegal na Terra Yanomami. O foco da operação é o patrulhamento intensivo de igarapés e áreas marginais, o que possibilita um controle mais rígido sobre as calhas dos rios e uma interrupção efetiva das atividades ilícitas na TIY.
Desde seu início em abril de 2024, a operação mobilizou tropas do Comando Operacional Conjunto que têm realizado patrulhas nos rios Uraricoera e Mucajaí. A estratégia de monitoramento é crucial, uma vez que as áreas de selva fechada se tornam rotas preferenciais para o garimpo ilegal, especialmente nas proximidades dos rios, onde há maior concentração de atividades clandestinas.
A Operação Catrimani II não acontece isoladamente. Ela é resultado de uma ação coordenada entre diversos órgãos de segurança pública, agências e forças armadas, com apoio da Casa de Governo do Estado de Roraima. A operação é executada em conformidade com a Portaria GM-MD N° 5.831, datada de 20 de dezembro de 2024, que determina medidas preventivas e repressivas contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Indígena Yanomami.
Assim, a operação não apenas visa combater práticas ilegais, mas também assegurar a proteção das comunidades indígenas que habitam essa região rica em biodiversidade. O combate ao garimpo ilegal é fundamental para garantir a integridade do território e o direito dos povos originários, contribuindo para um futuro mais sustentável.
