Tragédia na Aldeia Taquaperi
A comunidade indígena Guarani Kaiowá vive um momento de luto e indignação após o assassinato de Lúcio, um respeitado vice-cacique, em sua casa na Aldeia Taquaperi, no Mato Grosso do Sul. De acordo com relatos de familiares, Lúcio estava na porta de sua residência quando um homem se aproximou e perguntou se ele vendia gasolina. Após a resposta negativa, o criminoso sacou uma arma e disparou contra o líder indígena, tirando sua vida de forma brutal.
Além da violência chocante, a família de Lúcio aponta que a motivação do crime pode estar relacionada a dívidas acumuladas, incluindo pendências com vendedores ambulantes, entre eles um comerciante paraguaio. Essa possibilidade levanta preocupações sobre a segurança e os problemas sociais enfrentados pela comunidade.
Nota de Repúdio e Exigências de Justiça
A Assembleia Geral do Povo Kaiowá e Guarani, juntamente com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), emitiu uma nota de repúdio, expressando sua profunda tristeza e indignação pela morte de Lúcio. O documento ressalta que o assassinato de uma liderança indígena não representa apenas a perda de um membro vital da comunidade, mas também um ataque direto aos direitos dos povos indígenas, à dignidade e à autonomia territorial.
A nota enfatiza que a impunidade em casos como este alimenta um ciclo de violência e insegurança, tornando os territórios indígenas locais vulneráveis em vez de refúgios seguros. “É inaceitável que lideranças indígenas continuem a ser silenciadas pela força, mesmo dentro de seus próprios lares, que deveriam ser espaços de respeito e proteção”, afirma a nota.
Demandas por Justiça e Respeito aos Direitos Indígenas
Em razão desse crime hediondo, os representantes do povo Guarani Kaiowá exigem uma investigação rigorosa e a responsabilização de todos os envolvidos, desde os executores até os mandantes. Eles reforçam que a defesa do território indígena é um direito legítimo e que nenhuma vida indígena deve ser considerada descartável.
A nota conclui com uma mensagem de solidariedade à família de Lúcio, estendendo apoio a todos os parentes e à comunidade da Aldeia Taquaperi. “Estamos firmes na luta por justiça, memória e na defesa dos direitos dos povos indígenas”, exclamam seus representantes. A morte de Lúcio traz à tona a necessidade urgente de reconhecer e proteger as lideranças indígenas, que desempenham um papel vital na preservação da cultura e dos direitos de seus povos.
