Ministra dos Povos Indígenas Se Pronuncia
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, fez uma declaração contundente neste sábado (3) sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a recente captura do presidente Nicolás Maduro. Por meio de uma publicação em sua conta no X, Guajajara destacou que o “desrespeito à soberania nacional e ao direito internacional por parte de grandes potências” não pode ser considerado algo normal. Sua posição reflete uma crítica direta às ações norte-americanas, que, segundo ela, desestabilizam a região.
A ministra também enfatizou que a Venezuela abriga a maior reserva de petróleo do planeta. Ao abordar a questão, ela traçou um paralelo com o Brasil, que possui uma significativa concentração de terras raras, elementos essenciais para diversas indústrias de alta tecnologia, incluindo defesa, inteligência artificial e veículos elétricos. Para Guajajara, essa realidade torna a defesa da soberania regional uma “preocupação legítima” em tempos de crescente tensão internacional.
“Diante disso, o desrespeito à soberania nacional e ao direito internacional por parte de grandes potências não pode ser naturalizado. A história da América Latina nos ensina que intervenções externas apenas aprofundam os conflitos e violam a autodeterminação dos povos”, ressaltou Guajajara em sua publicação.
O Contexto Geopolítico das Terras Raras
As terras raras estão cada vez mais no centro das atenções geopolíticas e econômicas, especialmente após os EUA ameaçarem anexar regiões ricas nesse tipo de recurso, como a Groenlândia. Recentemente, a China também restringiu suas exportações, uma medida que busca impactar diretamente a indústria norte-americana de alta tecnologia.
Operação Militar dos EUA na Venezuela
No que diz respeito à operação militar, os Estados Unidos realizaram um ataque à Venezuela, resultando na captura do líder Nicolás Maduro, que há anos se mantinha no poder. O presidente americano, Donald Trump, anunciou a operação na manhã de sábado, afirmando que o país ficaria sob controle dos EUA temporariamente, com possibilidade de envio de tropas para garantir a ordem, se necessário.
Entretanto, a abordagem de Trump levanta questionamentos sobre como ele pretende supervisionar a Venezuela, visto que a operação resultou em um apagão em partes de Caracas e, apesar da captura de Maduro, o governo venezuelano ainda parece resistir. De acordo com informações, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram removidos do país e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, onde ele enfrentará acusações graves, incluindo conspiração de narcoterrorismo e posse de armas destrutivas.
As declarações de Guajajara refletem uma preocupação compartilhada por muitos líderes latino-americanos sobre a crescente intervenção militar dos EUA na região e os riscos que isso representa para a soberania e a autodeterminação dos povos. A história recente da América Latina demonstra que intervenções externas frequentemente resultam em crises prolongadas e desestabilização, enfatizando a necessidade de um diálogo respeitoso e soberano entre as nações.
