O Novo Capítulo de Nhexyró
A segunda temporada do podcast “Nhexyró: Artes Indígenas em Rede” traz um novo fôlego à expressão das vozes originárias. Com a apresentação da artista transdisciplinar Brisa Flow e do jornalista e antropólogo Idjahure Terena, o projeto se estabelece como um dos principais veículos de discussão sobre a produção estética e política dos povos indígenas no Brasil contemporâneo. Esta fase não se limita apenas à apreciação das artes, mas se aprofunda nas questões do mercado, território e na preservação da memória cultural por meio de novas linguagens.
O título “Nhexyró” é uma referência à troca, circulação e reciprocidade, conceitos essenciais para compreender como os saberes e as artes indígenas se movimentam entre as aldeias e os centros urbanos. Nesse sentido, o programa se transforma em um espaço vital que estimula diálogos sobre a arte indígena contemporânea, desafiando os limites da estética para refletir sobre suas implicações sociais e políticas.
Uma Curadoria com Propósito
A escolha dos apresentadores não é acidental. Brisa Flow se destaca por misturar rap com canções ancestrais, oferecendo uma abordagem inovadora à música, enquanto Idjahure Terena combina seu profundo conhecimento em antropologia e comunicação para enriquecer as discussões do podcast. Juntos, eles trazem uma perspectiva que evita os estereótipos comuns associados à cultura indígena, promovendo diálogos autênticos e significativos.
Os episódios da nova temporada abordam temas cruciais como:
- A música como ferramenta de demarcação: Investigando como as sonoridades ancestrais se adaptam às novas plataformas digitais.
- A literatura e as artes visuais: Discutindo o papel das obras na desconstrução de estereótipos coloniais e na afirmação de identidades.
- Políticas de circulação: Refletindo sobre a importância de assegurar que os lucros e o reconhecimento das artes retornem às comunidades de origem.
Harmonia entre Áudio e Vídeo
Em sintonia com as tendências do mercado de 2025, “Nhexyró” se transforma em um videocast, ampliando sua presença nas plataformas digitais. A veiculação no YouTube proporciona uma conexão mais íntima entre o público e os convidados, enquanto a distribuição no Spotify permite que os ouvintes desfrutem do conteúdo em momentos de conveniência. Ao contrário da “crise de identidade” enfrentada por grandes produções internacionais, o projeto equilibra com maestria a necessidade de uma representação visual atraente com a riqueza da palavra falada.
Com o apoio de redes de fomento à cultura, o podcast se posiciona como um documento histórico vivo. Ao registrar a efervescência da produção indígena contemporânea, “Nhexyró” traça um mapa da identidade brasileira, permitindo que a sociedade comece a reconhecer seus primeiros povos e suas contribuições fundamentais.
