Uma Nova Era para o Xavante
O ano de 2026 já se destaca como um marco para o Brasil antes mesmo de seu início. A transição para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) está próxima de ser concluída, sendo o Rubro-Negro o primeiro clube gaúcho a adotar esse modelo. Embora a associação tradicional ainda exista, com uma nova direção executiva e um Conselho Deliberativo, 90% das ações passarão a ser de propriedade do Consórcio Xavante, que visa não apenas uma volta à Série B do Brasileirão, mas também uma mudança significativa na administração do clube.
Os investidores pretendem estabelecer uma gestão que transforme o Xavante em referência na formação de atletas, conforme explica Fernando Ferreira, economista e sócio fundador da Pluri Sports. Ele destaca a importância de um “choque de gestão” para garantir o sucesso a longo prazo. O calendário do time, sob o comando de Gilson Maciel, iniciará no dia 5 de abril, com a abertura da Série D do Brasileirão, enquanto a segunda divisão do Gauchão está programada entre agosto e outubro. O Brasil também pode participar da Copa FGF, de maio a julho.
Expectativas e Investimentos
No entendimento do comentarista da Rádio Pelotense, Pedro Petrucci, é vital que a torcida tenha expectativas realistas para 2026. “Embora seja um ano de investimentos, isso não se refletirá exclusivamente no time principal, mas também na infraestrutura do clube. As declarações de Fernando Ferreira e outros envolvidos com o Consórcio Xavante mostram esse foco”, comenta.
A gestão da equipe de futebol estará a cargo de Emerson da Rosa, ex-jogador que passou por grandes clubes europeus e pela Seleção Brasileira. A continuidade de Hélio Vieira como coordenador técnico é uma aposta para manter a estrutura da equipe, e quatro jogadores importantes da conquista da Copa FGF permanecerão no elenco: Otávio, Yuri, Alan e Thiago Henrique.
Planejamento e Centro de Treinamento
Fernando Ferreira, consultor da SAF e peça chave nas relações com investidores, ressalta a necessidade urgente de um novo centro de treinamento (CT). Três locais em Pelotas estão sendo considerados: um deles é o CT da Sanga Funda, que já foi utilizado anteriormente pelo Brasil, enquanto os outros dois permanecem em sigilo.
“O CT é essencial para um clube de futebol, sendo fundamental para as operações e a logística”, afirma Ferreira. O processo de escolha envolve a análise de fatores como a condição do terreno e custos de terraplanagem, além da viabilidade da construção de estruturas como hotel e academia.
Recuperação Judicial e Novos Investidores
2026 também será marcado pelos processos da recuperação judicial do Brasil, que já enfrenta objeções de credores ao plano apresentado. O clube propõe um deságio de 77% nas dívidas, exceto as tributárias, que estão em negociação com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, totalizando mais de R$ 50 milhões.
O total da dívida chega a R$ 21,8 milhões, e a proposta sugere o pagamento de R$ 5 milhões. Como resultado das objeções, uma Assembleia Geral de Credores (AGC) será convocada para discutir o plano, prevista para acontecer em meados de 2026.
Além disso, o Consórcio Xavante pode receber novos investidores; ao menos dois já demonstraram interesse em participar da SAF. Contudo, a entrada será condicionada à aprovação da associação e à manutenção da cultura do clube.
Futuro Promissor
Com a Greenfield Partners e a VEX Capital já integradas ao Consórcio, a Greenfield, em colaboração com a Pluri Sports, está prestes a adquirir 9,99% das ações, assumindo importantes departamentos administrativos. Informações sobre controle acionário e detalhes individuais dos investidores permanecem confidenciais, mas uma coletiva de imprensa será realizada em janeiro para esclarecer esses pontos.
A transição administrativa do Xavante avança, com formalizações e transferência de ativos programadas para janeiro. A expectativa é que, até fevereiro, o Brasil esteja oficialmente registrado como SAF na FGF e na CBF, dando início a uma nova fase no clube, que promete transformações significativas ao longo da próxima década.
