Destruição das Pistas de Pouso Clandestinas
Nos dias 23 e 24 de dezembro, forças militares realizaram uma operação significativa nas proximidades do rio Couto de Magalhães, onde duas pistas de pouso clandestinas foram destruídas. A ação teve início na terça-feira (23), com a interdição da pista de Cavera, que foi desativada por meio de explosivos, com o suporte de operações aeromóveis.
Já no dia seguinte, a pista de Labilaska também foi alvo da operação. Esses aeródromos não autorizados estavam sendo utilizados para o transporte de materiais ligados à extração ilegal de minérios, um problema crescente na região.
Utilização de Tecnologia Avançada na Operação
Para a execução das detonações e a mobilização das equipes de engenharia do Exército, foi empregado o helicóptero H-60 “Black Hawk” da Força Aérea Brasileira (FAB). Essa estratégia evidência a seriedade da Operação Catrimani II, que visa combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil.
Desde abril deste ano, essa operação tem sido conduzida em colaboração com diversos órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas. A coordenação é realizada em conjunto com a Casa de Governo de Roraima, refletindo um esforço conjunto para lidar com a crise na região.
Terras Yanomami: Um Território em Emergência
A Terra Indígena Yanomami, com vasta extensão de aproximadamente 9,6 milhões de hectares, é considerada o maior território indígena do Brasil. Localizada entre os estados do Amazonas e Roraima, abriga cerca de 31 mil indígenas, que se organizam em 370 comunidades distintas.
Desde janeiro de 2023, a região se encontra em uma situação de emergência em saúde pública. O governo federal, após a posse do presidente Lula (PT), iniciou uma série de ações para atender as necessidades das comunidades indígenas. Isso inclui o envio de profissionais de saúde e cestas básicas, além do reforço de forças de segurança para conter a atividade de garimpeiros na área.
Essa operação representa um passo importante na luta contra o garimpo ilegal, que ameaça não apenas o território, mas também a saúde e a cultura dos povos indígenas que habitam a região. A expectativa é que as ações continuem a ser intensificadas, garantindo a proteção dos Yanomami e seu modo de vida.
