Inscrições Abertas para a 7ª Turma do Conselheira 101
O programa Conselheira 101 lançou as inscrições para a sua 7ª turma, com a intenção de selecionar até 35 mulheres negras e indígenas. A formação é voltada para a atuação em conselhos de administração, consultivos, deliberativos e fiscais. As interessadas têm até o dia 13 de março de 2026 para se candidatar, e a participação é totalmente gratuita.
O Instituto Conselheira 101 é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover e capacitar lideranças femininas negras e indígenas para que possam atuar em conselhos corporativos. Fundado por um grupo de mulheres comprometidas com a equidade racial na governança, o instituto busca diversificar essas instâncias de decisão, conectando profissionais qualificadas a oportunidades estratégicas no mercado.
Nos últimos seis anos, o Conselheira 101 já viabilizou mais de R$ 1,5 milhão em bolsas de estudo, em parceria com instituições tanto nacionais quanto internacionais. Essa iniciativa tem ampliado o acesso à formação em governança, fortalecendo as trajetórias profissionais de mulheres em cargos de liderança.
Desigualdade nas Altas Lideranças
Essa ação se insere em um contexto de alarmante baixa diversidade nas lideranças das empresas brasileiras. Dados recentes da B3 revelam que impressionantes 96,6% das companhias listadas não possuem nenhuma pessoa negra em seus conselhos de administração. Quando analisamos a questão de gênero, a presença de mulheres negras é ainda mais desoladora, com menos de 1% das vagas ocupadas nas cadeiras dos conselhos, conforme apontado pela MIT Sloan Management Review Brasil.
Um censo realizado pela Gestão Kairós também mostra que, apesar das mulheres negras representarem 29% da população brasileira, elas ocupam apenas 3% dos cargos de liderança nas empresas, considerando funções de gerência e acima.
Como Funciona o Programa?
A próxima edição do Conselheira 101 terá início em maio de 2026 e se estenderá até novembro do mesmo ano. O programa inclui um curso online de 46 horas, abordando temas como governança corporativa, tomada de decisão colegiada, monitoramento de riscos, desempenho e estratégia. Além disso, haverá encontros coletivos, palestras e formações complementares realizadas com instituições parceiras.
Podem se candidatar mulheres (cis ou trans) que se autodeclarem negras (pretas ou pardas) ou indígenas, desde que tenham pelo menos 15 anos de experiência profissional e, no mínimo, cinco anos em cargos de liderança ou atuação estratégica em setores como o privado, público, terceiro setor, academia ou inovação.
O processo seletivo será estruturado em três etapas: análise da inscrição, entrevistas online em grupo e avaliação final por uma banca examinadora. Após a conclusão do ciclo de formação, as selecionadas se comprometem a se associar ao instituto e a contribuir de forma voluntária com a organização por, no mínimo, dois anos.
