Conflitos e lutas por direitos territoriais
No último dia 25 de fevereiro de 2026, a Bahia foi palco do Encontro Nacional de Lideranças Indígenas, onde representantes de diversos povos se uniram em uma manifestação poderosa, clamando por respeito e reconhecimento de suas terras. Em uma carta endereçada a todos os povos em luta, os participantes enfatizaram a importância de unir forças para cantar, dançar e resistir, afirmando que a vida depende desse levante coletivo.
Com a presença de comunidades como os Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe e Tupinambá, a luta se intensifica diante das ameaças constantes de exploração nos territórios indígenas. Em meio à celebração de suas cosmovisões e espiritualidade, os líderes ressaltaram o primeiro apelo feito aos encantados: a proteção das retomadas em todo o Brasil, que enfrentam uma verdadeira batalha contra as milícias do movimento Invasão Zero e os interesses do capital.
As histórias compartilhadas durante o encontro revelaram um cenário alarmante: tanto as áreas já demarcadas quanto as que estão em processo de retomada estão sendo alvo de criminalização. Com isso, o medo de despejos, prisões e até assassinatos de indígenas cresce a cada dia. Além dos desafios impostos pelos agressores, a luta é ainda mais complicada pelo racismo que gera a falta de acesso a direitos fundamentais, como alimentação e educação.
