SRB Repudia Ato de Invasão e Defende Direitos de Propriedade
A Sociedade Rural Brasileira (SRB) expressou seu forte repúdio à invasão dos escritórios da multinacional Cargill, que ocorreu no último sábado, 21 de fevereiro, no terminal de Santarém, no Pará. Os protestos tiveram início no final de janeiro e foram motivados pelo temor de que uma possível dragagem do rio Tapajós, visando ampliar o escoamento de produtos agrícolas pela hidrovia, causasse impactos negativos para os povos indígenas da região.
A SRB reconhece o direito dos brasileiros à manifestação, respaldado pelo Estado Democrático de Direito. No entanto, a entidade classifica como inaceitável a ocupação de propriedades privadas, acompanhada de atos de depredação e intimidação aos funcionários da empresa. Para a SRB, é fundamental que as manifestações respeitem a propriedade e a integridade dos trabalhadores.
A Cargill, por sua vez, é uma multinacional amplamente respeitada por atuar em conformidade com as legislações vigentes e desempenha um papel crucial na garantia do mercado e no escoamento da produção de grãos oriundos de diversas regiões brasileiras. Em meio aos relatos de violência que não se restringem às instalações do terminal, mas também afetam a navegação nas águas do Tapajós, a SRB clama por ações imediatas dos órgãos executivos e judiciários para restabelecer a ordem.
As reivindicações dos manifestantes estão vinculadas a um decreto do governo federal que insere as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND). A SRB enfatiza que esses tópicos precisam ser debatidos entre o poder público e as comunidades, sem comprometer a operação das empresas privadas. Além disso, a entidade considera essencial a normalização das atividades produtivas no terminal e a responsabilização de qualquer indivíduo envolvido em atos de violência durante os protestos.
