Operações Conjuntas em Roraima
Boa Vista (RR) – Entre os dias 3 e 6 de fevereiro, o Exército Brasileiro esteve à frente de importantes ações para coibir o garimpo ilegal na terra indígena Yanomami, em Roraima. Com o apoio da Força Aérea Brasileira, os militares realizaram a interdição de uma pista de pouso clandestina e a destruição de equipamentos utilizados em atividades de exploração ilegal na região.
A operação, que faz parte do Comando Operacional Conjunto Catrimani II, reúne Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências do governo, em articulação com a Casa de Governo do Estado de Roraima. O foco principal é atuar tanto de forma preventiva quanto repressiva contra o garimpo ilegal, ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais, visando proteger a terra indígena Yanomami.
Resultados da Operação
A pista irregular servia como um ponto estratégico para o transporte de suprimentos para a extração ilegal. Para a sua interdição, os militares empregaram 400 kg de explosivos. Além disso, durante uma operação de busca a pé na região do Alto Uraricoera, foram localizados e inutilizados equipamentos como três motores, um dispositivo de sucção, uma lixadeira, uma máquina de solda e dois motores de barco. Esses resultados evidenciam a eficácia da colaboração entre as Forças Armadas na luta contra o garimpo ilegal na Yanomami.
Desde o início das operações em março de 2024, o Comando Conjunto contabilizou aproximadamente 328 prisões e a desativação de 778 acampamentos clandestinos, 78 pistas de pouso ilegais e 45 aeronaves. Além disso, foram apreendidos e inutilizados 232 kg de mercúrio, substância tóxica comumente utilizada na extração de ouro, e 236 mil litros de óleo diesel, empregado nos garimpos ilegais.
Apoio à Saúde Indígena
Em complemento aos esforços de combate ao garimpo, o Comando Conjunto tem apoiado o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) na reestruturação das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI). Diversas ações logísticas foram realizadas, incluindo a entrega de telhas, placas fotovoltaicas e insumos essenciais para a adequação das infraestruturas de saúde. Essas iniciativas visam garantir a continuidade e a integridade dos serviços de saúde nas comunidades indígenas da região.
Essas ações são fundamentais para proteger as comunidades indígenas que habitam a região, as quais têm sido diretamente prejudicadas pelos impactos sociais, sanitários e culturais do garimpo ilegal. Além disso, contribuem para a preservação da Floresta Amazônica, que tem sofrido danos significativos devido a essas atividades criminosas.
