Oportunidade de Ouro para o Agronegócio
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a safra de 2026 contará com um volume impressionante de 66,2 milhões de sacas de 60 kg de café. Essa previsão reforça a posição do Brasil como o maior produtor e exportador mundial da commodity. Além das condições climáticas favoráveis, a expectativa de uma colheita recorde abre portas para diversas oportunidades jurídicas e comerciais, segundo especialistas do agronegócio.
Vinícius Barquette, advogado com expertise na área, destaca que a combinação de bienalidade positiva e aumento na produtividade pode melhorar o fluxo de caixa dos produtores. Isso resulta em um cenário mais estável para enfrentar as oscilações dos custos de produção e, principalmente, para reorganizar eventuais dívidas acumuladas nos últimos anos.
“Os cafeicultores devem enxergar a safra de 2026 como uma chance real de resolver pendências financeiras, seja com cooperativas, tradings ou instituições financeiras. Dívidas originadas de operações de barter, contratos de crédito rural e acordos de compra e venda a prazo, por exemplo, precisam ser reavaliadas com uma estratégia focada em renegociações e reestruturações que garantam segurança jurídica e previsibilidade para os próximos ciclos produtivos”, orienta Barquette.
Benefícios para Todo o Setor
Uma safra recorde também traz vantagens para os compradores de café, instituições financeiras e empresas fornecedoras de insumos. Esse cenário permite uma intensificação nas estratégias de recuperação de crédito, utilizando ferramentas que vão desde medidas extrajudiciais bem planejadas até ações judiciais, como bloqueios na safra e arrestos, quando necessário.
Barquette enfatiza que a atuação técnica e preventiva na cobrança e recuperação de créditos é vital para manter margens de lucro, reduzir a inadimplência e assegurar relações comerciais sustentáveis. A preparação para a safra de 2026 deve ser pensada de forma holística, visando benefícios a todos os envolvidos na cadeia produtiva do café.
O advogado ressalta que, caso as expectativas para a safra de 2026 se confirmem, não apenas os impactos produtivos e econômicos serão significativos, mas também haverá uma oportunidade única para a reorganização jurídica do setor, especialmente após os desafios enfrentados em anos anteriores.
“Se as previsões se concretizarem, tanto produtores quanto compradores podem, com apoio técnico especializado, transformar esse momento positivo em estabilidade contratual. Isso pode resultar em uma redução de conflitos e um fortalecimento das relações comerciais no mercado de café, criando um ambiente financeiro favorável a todos os participantes da cadeia”, conclui Barquette.
