Decisão Judicial e Contexto do Caso
A Justiça de Palmeira dos Índios, por meio da 1ª Vara Cível, autorizou a liberação do corpo de Paul Cristian de Oliveira Lessa para que sua família possa realizar o sepultamento. A decisão, proferida na última quarta-feira (12) pela juíza Isys Gabriela Leite Martins Dantas, representa um passo importante após uma longa espera por parte dos familiares.
Paul Cristian foi encontrado sem vida em 31 de dezembro de 2025, nas proximidades do Mercado da Carne, um ponto central na cidade que abriga a chamada “Feira do Troca”. O jovem estava desaparecido desde 13 de dezembro, caso que gerou grande comoção na comunidade.
Conforme detalhes do processo, o corpo foi descoberto em estado avançado de decomposição e enviado ao Instituto Médico Legal (IML), onde permaneceu aguardando a confirmação de sua identidade através de exames de DNA. Essa espera foi angustiante para a família, que enfrentou a incerteza sobre o paradeiro de Paul por várias semanas.
Pedido de Liberação e Considerações da Juíza
O advogado Carlos Alberto Lessa da Silva, pai de Paul, entrou com uma ação judicial para que o corpo fosse liberado para sepultamento. No documento, ele argumentou que vestimentas e documentos pessoais encontrados junto ao cadáver eram compatíveis com os de seu filho, o que constituía prova suficiente para a identificação.
Na decisão, a juíza ressaltou a importância do direito da família a um sepultamento digno e a necessidade de evitar novos traumas. Ela deferiu o pedido e estabeleceu um prazo de 24 horas para a liberação do corpo. A magistrada ainda destacou que o material genético já havia sido coletado para perícia, não havendo mais impedimentos para a entrega dos restos mortais.
Esse desfecho é um alívio para os familiares, que agora podem dar um fim digno à memória de Paul Cristian. A decisão judicial atua como um alvará e deve ser apresentada ao IML para que o procedimento seja cumprido.
O caso de Paul Cristian é um lembrete do impacto emocional que situações como essa podem ter sobre uma família e a comunidade. A busca por justiça e clareza em momentos de dor é um direito que deve ser respeitado e protegido, e a decisão da Justiça de Palmeira dos Índios representa um passo significativo nesse sentido.
